Os salmos

Areopago-Jairo-Salmos

Dentre os livros do Antigo Testamento o Saltério foi aquele a que a comunidade cristã teve acesso mais direto e pessoal. Em todos os tempos a hinologia cristã se inspirou na fonte inesgotável dos salmos, especialmente na época da Reforma (1517). Assim seus ecos e pensamentos continuam vivos na comunidade cristã ao lado do uso na liturgia dos próprios salmos e partes deles no culto divino, como na Liturgia das Horas e no Ofício das Comunidades. Mas a importância do Saltério não se limita ao seu uso litúrgico. Embora de maneira menos tangível, mas com efeito não menos duradouro e profundo, o livro dos Salmos contribui para a edificação pessoal, como base de devoção familiar, como livro de consolação e oração, como guia para Deus nas horas de alegria e de tristeza. Não se pode imaginar e dificilmente superestimar a força irradiada pelos salmos e na sua influência na história da piedade pessoal.

“Ali podes contemplar o coração de todos os santos, como belo e delicioso jardim, ou antes o céu, e ver como nele brotam delicadas, encantadoras e deliciosas flores de toda sorte de belos e felizes pensamentos sobre Deus e suas obras de bondade. Onde encontrarás palavras mais profundas, mais sofridas, mais cheias de tristeza que as lamentações dos salmos? Aqui mais uma vez penetras no coração de todos os santos como na morte, ou antes como no inferno, e vês como tudo é tenebroso e escuro diante da visão da ira de Deus. Também quando falam de temor ou de esperança usam tais palavras como nenhum pintor representaria o temor e a esperança e nenhum Cícero ou outro orador foi capaz. E o melhor de tudo é que falam tais palavras sobre Deus e com Deus…”

Martinho Lutero (1483-1546), prólogo do Saltério alemão (1528)

Séculos antes Santo Agostinho já escrevia:

“Quanto não chorei, fortemente comovido, ao escutar os hinos e cânticos ressoando maviosamente na vossa Igreja! Essas vozes insinuavam sê-me nos ouvidos, orvalhando de verdade o meu coração; ardia em afetos piedosos e corriam-me dos olhos as lágrimas: mas sentia-me consolado”

Santo Agostinho, Confissões, IX, 6,14

Esta é também a razão por que o Saltério é o livro de todos os santos. Qualquer que seja sua situação, cada qual encontrará nele salmos e palavras que se aplicam à sua condição e lhe são tão apropriadas como se fossem escritas somente para ele, de tal modo que nem ele próprio seria capaz de encontrar ou desejar outras palavras melhores.

Título

Na tradição cristã, o livro de orações do antigo Israel, de Jesus de Nazaré e da Igreja recebeu o nome de Salmos, palavra grega usada para traduzir o termo hebraico mais presente nos títulos colocados acima de diversas orações. Na Bíblia Hebraica o livro dos Salmos originalmente não trazia um título geral. A comunidade judaica chamava os salmos de tehillm (hinos).

A expressão grega (ψαλμοί psalmoí), em português: Saltério, também utilizada pelos cristãos para o conjunto dos Salmos, refere-se ao instrumento musical lira.

A numeração dos Salmos varia de acordo com as antigas edições. A regra básica é de que o número maior sempre se refere à Bíblia Hebraica, numeração que seguimos neste artigo. A Septuaginta ou LXX, tradução grega das Sagradas Escrituras de Israel, estabeleceu uma numeração diferente, sendo nisso seguida pela Vulgata, tradução para o latim do Antigo Testamento.

Texto HebraicoTradução Grega e Latina
Salmos 1-8Salmos 1-8
Salmos 9-10Salmos 9
Salmos 11-113Salmos 10-112
Salmos 114-115Salmo 113
Salmos 116,1-9Salmo 114
Salmo 116,10-19Salmo 115
Salmo 117-146Salmo 116-145
Salmo 147,1-11Salmo 146
Salmo 147,12-20Salmo 147
Salmo 148-150Salmo 148-150

Divisão

O livro dos Salmos está longe de incluir todos os salmos. Tanto no próprio AT como fora dele existe uma série de salmos que não foram incluídos no Saltério, por exemplo: Ex 15,1-18; Nm 21-17-20; Jz 5; 1Sm 2,1-10; 2Sm 1,19-27; 1Mc 3,3-9; Is 38,10-20; Jn 2,3-10. Obviamente o livro dos Salmos não incluiriam os existem, também, no NT, como por exemplo o Cântico de Maria (Magnificat) Lc 1,46-56; o Cântico de Zacarias (Benedictus) Lc 1,68-79; o Cântico de Simeão (Nunc Dimittis) Lc 2,29-32. Mesmo no livro do Apocalipse, existem vários salmos, ou hinos, por exemplo: Ap 1,7; 4,8b.11; 5,9-13. Entre outros.

Certamente por analogia com a Torah (o Pentateuco, cinco primeiros livros da Bíblia), os 150 salmos estão divididos em 5 “Livros”, cada qual com uma doxologia litúrgica no fim. A divisão é a seguinte:

  • Livro 1 compreende os salmos 1-41
  • Livro 2 compreende os salmos 42-72
  • Livro 3 compreende os salmos 73-89
  • Livro 4 compreende os salmos 90-106
  • Livro 5 compreende os salmos 107-150

O salmo 150 tem a função de doxologia final.

Os gêneros literários dos salmos

Os principais gêneros literários dos salmos são: o hino de louvor, a lamentação, a ação de graças, de bênção e maldição, salmos reais, de sabedoria, os históricos, e os de misericórdia.

Os hinos de louvor geralmente são os seguintes: 8; 19; 29; 33;65; 67; 100; 103; 105; 111; 113; 114; 135; 145; 146; 147; 148; 149; 150; como também os assim chamados Cânticos de Sião: 46; 48; 76; 84; 87; 122. Os salmos de entronização: 47; 93; 96; 97; 98; 99, também pertencem ao gênero de hinos, embora seu conteúdo apresente uma nuance diferente. O fato de que também dentro de outros gêneros se encontram hinos, juntamente com a designação posterior de todos os salmos como Tehillim = hinos, é uma prova da grande importância que tinham os hinos. Mas isso também mostra que só o estudo dos gêneros literários não é suficiente para o conhecimento profundo dos salmos.

Normalmente a estrutura formal do hino segue o seguinte esquema: introdução, sob a forma de convocação (autoconvocação) para louvar o Senhor, o louvor de Deus, no estilo de predicação que o celebra adorando ou descrevendo a natureza e a ação de Deus e às vezes também professa e define a relação dos próprios orantes com Deus; a conclusão muitas vezes retoma a introdução. Como para a maioria dos gêneros dos salmos, o contexto vital do hino foi o culto. Alusões ao lugar santo, em que é celebrada a presença do Senhor perante a comunidade, a menção de procissão; dança e música, que acompanham o canto do hino e a citação direta da ordem da festa e do costume de peregrinação prescrita, não deixam dúvida de que também na religião do AT, da mesma forma como nas religiões dos povos vizinhos, hino e culto festivo vão juntos.

O gênero de lamentação ou súplica representa o maior número no Saltério. Quase um terço de todos os salmos classifica-se neste gênero. Do ponto de vista do sujeito dos salmos de lamentação, temos duas classes de lamentações: lamentações coletivas 44; 74; 79; 80; 83; 90; 137; e lamentações individuais 3; 5; 7; 13; 17; 22; 25; 26; 27; 31; 35; 38; 39; 42; 51; 55; 57; 59; 77; 88; 123; 140; 141; 142; 143; 144.

Na estrutura formal, tanto as lamentações coletivas quanto as individuais em geral apresentam os seguintes elementos na sua composição: invocação, lamentação, súplica, motivação, voto ou promessa de louvor. A sequência dessas partes não é sempre igual nem completa. De acordo com as múltiplas aflições materiais ou espirituais, que constituem o motivo e o conteúdo das lamentações, isto é, calamidades gerais, como más colheitas, carestia, epidemias, guerra, inimigos, ou aflições suportadas pelo indivíduo, como doenças, perseguição, zombaria, dúvidas, dívidas, ou o peso dos pecados; as lamentações revelam o quadro multicolor da vida pública e particular.

O gênero ação de graças está relacionado, por um lado com o hino, e, por outro com a lamentação. Há os salmos de ação de graças coletivos e individuais, a primeira categoria está bem pouco representada no saltério. Embora alguns autores classifiquem os salmos 66,8-12; 67; 107; 118; 124; 129; somente o 124 é uma autentica ação de graças, pois deixa transparecer a tradição litúrgica.

As palavras de bênção e maldição nos salmos merecem uma atenção especial. Não representam um gênero autônomo no Saltério. Ocorrem em diferentes situações e gêneros de salmos sob a forma de benção (baruk = bendito, abençoado) ou desejo de bênção (o Senhor abençoe…), menos frequentemente na forma de maldição e desejo de maldição. A eficácia da bênção está ligada ao Senhor, único a dispor dos poderes da bênção e o verdadeiro dispensador das bênçãos (Sl 24,5; 128,5; 134,3). Alguns exemplos de salmos de bênção são: 2,12; 24,5; 33,12; 34,9; 65,5; 84,6.13; 91,1s; 106,3; 112,1; 114,15; 128,1; 146,5.

Nos salmos a maldição ocupa um lugar bem secundário, em comparação com a bênção. Temos apenas um de maldição no 119,21 e desejos de maldição no exílio, 137. A relação da maldição com a tradição do julgamento do culto da Aliança na história da salvação aparece no Sl 83,10ss sob a forma do banimento sagrado dos inimigos conforme Sl 37,34; 149,7ss. O conflito com os inimigos e os ímpios é o solo nativo onde ocorreu o último estágio da evolução da maldição para a oração de vingança na poesia religiosa do AT (17,13s; 28,4; 54,7; 58,7ss; 69,23ss; 79,10.12; 109,6ss). A ligação da bênção e maldição com a tradição cúltica da Aliança do Senhor, que também se manifesta no uso da maldição contra aqueles que não atentam as exigências da Aliança, teve como consequência o desenvolvimento paralelo de bênção e maldição nos salmos.

Os salmos reais referem-se a diversos tipos: há lamentos reais (144-1-11), cânticos de ação de graças reais (18;21;118), entre outros. Os salmos reais são aqueles que os em que o próprio rei é o porta-voz (18; 101), ou no qual ele é o foco da atenção (2; 21; 45; 110).

Os salmos históricos contêm narrativas que recontam grandes feitos de Deus na história de Israel. Sob este título podem estar os salmos 78; 105,6; 135-36. Uma vez que esta classificação é baseada no conteúdo e não na forma, os salmos deste tipo podem pertencer formalmente a outras categorias (78 = sabedoria; 105; 135-36 = hinos de louvor). Os vários salmos nesta categoria narram segmentos diferentes da história da salvação, e com finalidades diferentes. Os salmos 78 e 106 contrastam a história da rebelião de Israel com a graça de Deus; o Sl 105 louva o Senhor por sua fidelidade à Aliança.

A Misericórdia é uma das características divinas que o Saltério mais evidência. Existem, de fato, poemas a que podemos chamar “Salmos de Misericórdia”, nos quais se vê o agir amoroso do Senhor com o qual Ele dirige aos seus fiéis. A palavra misericórdia (hésed em hebraico) possui uma forte riqueza de significados e por isso é traduzida de várias maneiras: ternura, graça, misericórdia, indulgência, bondade, benevolência, amor. Esse rico vocabulário revela um traço surpreendente de Deus: o da maternidade. Se existe um lugar onde vive a hésed divina é o ventre, as vísceras (rahamin em hebraico) = as vísceras maternais de Deus comovem-se ao ponto de perdoar o grande pecado cometido (Is 49,15; Sl 103,13). No mundo bíblico, a parte mais íntima em que têm sede os sentimentos é precisamente o ventre, seio, e isso cria uma forte aproximação entre a misericórdia e a geração da vida: “dar à luz a misericórdia” equivale a “pôr no mundo a vida”.

Os salmos de misericórdia, normalmente, são os seguintes: 25; 41; 42; 43; 51; 57; 92; 103; 119; 136.

O Saltério é a oração do corpo. Neles a meditação exterioriza-se tomando o nome de “murmúrio”, “sussurro”. O corpo é o lugar da alma e, portanto, a oração atravessa tudo o que se produz no corpo. É o corpo quem reza: “todos os meus ossos dirão: ‘Quem como vós, Senhor?’”.

A apresentação dos salmos de misericórdia, que estão espalhadas pelos cinco livros do Saltério, dá muita atenção a este dado somático. Tal riqueza antropológica não só justifica a visão bíblica acerca do homem, mas espelha também o rosto com que Deus se decidiu dar a conhecer, Ele que fala uma linguagem que todos podem entender e que se entretém com os homens, falando-lhes como a amigos.

Esclarecendo algumas dificuldades: a violência e a agressividade de alguns salmos

Não tem como negar a violência expressa em alguns salmos; ela é real, tão real quanto a violência que hoje existe em todos os lugares. Nem se deve querer adaptar as palavras violentas e agressivas às palavras pacíficas da mesma Bíblia. Tanto as frases violentas como as pacíficas estão na Bíblia até hoje, ambas têm a sua mensagem.

Os salmos agressivos e violentos, apesar de tudo, não pretendem fazer a justiça com as próprias mãos, mas a entregam a Deus. Além disso, a própria violência e agressividade são expressões de um agudo sentimento de justiça. O Sl 58, por exemplo pede a destruição dos poderosos e injustos (Sl 58,7-11), porque eles fazem pesar a violência de suas mãos sobre a terra (Sl 58,3). O Sl 109 pede a morte do inimigo, porque “ele não se lembrou de ter clemência, e perseguiu o pobre, o indigente e o coração contrito até a morte” (109,16).

Nem todas as palavras da Bíblia se podem tomar ao pé da letra. Quando, por exemplo, se pede para que os nenês sejam esmagados contra a rocha (Sl 137,9), não se pede a morte das crianças, mas se pede que o sistema injusto da Babilônia não se reproduza, que no futuro já não haja quem sustente o sistema opressor; que a injustiça morra com aqueles que hoje a sustentam.

Se a leitura dos salmos que contém violência incomodar, convém investigar, internamente, se o incômodo vem da minha fidelidade sincera ao evangelho que manda amar os inimigos (Mt 5,44-45.48), ou se vem da minha tácita aprovação da ideologia dominante que aceita e legitima o atual sistema e que se sente incomodada quando aparece alguém para muda-lo. pois, a violência institucionalizada do sistema do faraó é muito maior do que a violência daqueles que querem construir uma sociedade nova sem opressão.

Valor espiritual

Não é preciso alongar-nos, tão evidente é a riqueza religiosa dos salmos. Eles foram as preces do AT, quando o próprio Deus inspirou sentimentos que seus filhos devem ter a seu respeito e as palavras de que devem servir-se ao se dirigirem a ele. Foram recitados por Jesus, por Maria, pelos Apóstolos e pelos primeiros mártires. A Igreja cristã fez deles, sem alteração, sua prece oficial. Sem alteração: aqueles gritos de louvor, de súplica ou de ação de graças, arrancados aos salmistas nas circunstâncias de sua época e de sua experiência pessoal, têm caráter universal, pois exprimem a atitude que todo homem deve ter diante de Deus. Sem alteração nas palavras, mas com enriquecimento considerável de sentido: na Nova Aliança, o fiel louva e agradece a Deus que lhe revelou o segredo de sua vida íntima, que o resgatou pelo sangue de seu Filho, que lhe infundiu seu Espírito e, na recitação litúrgica, cada salmo termina com a doxologia trinitária do Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. As súplicas antigas se tornam mais ardentes depois que a Última Ceia, a Cruz e a Ressurreição ensinaram ao homem o amor infinito de Deus, a universalidade e a gravidade do pecado, a glória prometida aos justos. As esperanças contadas pelos salmistas se realizam; o Messias veio Ele reina e todas as nações são chamadas a louva-lo.

O fascínio do Saltério atravessa os séculos e chega até os nossos dias, mostrando sua riqueza espiritual ao homem de hoje, tão esfomeado de interioridade e de sentido autêntico da vida. Esta riqueza obtém-se na leitura e no estudo do Saltério, tanto no âmbito pessoal como comunitário; mas oferece-se sobretudo à oração dos cristãos na Liturgia das Horas: “Na Liturgia das Horas, a Igreja reza na maioria das vezes com os mais belos cânticos que os santos autores, sob inspiração do Espírito Santo, compuseram no AT….Quem recita os salmos da Liturgia das Horas, recita-os não tanto em nome próprio, mas em nome de todo o corpo de Cristo, e até mesmo na Pessoa de Cristo. Se tivermos isso em conta, desaparecem as dificuldades que possam surgir para quem salmodia, caso os seus sentimentos íntimos se sintam em desacordo com os afetos expressos num salmo, Por exemplo: quando a uma pessoa triste e angustiada se depara com um salmo de jubilação, ou, ao contrário, quando alguém que se sente feliz aparece um salmo de lamentação.” É bom lembrar que quem está orando, ora em nome de toda a Igreja, mesmo que seja de forma individual.

Os salmos são tão importantes na vida da Igreja, pois, além da Liturgia das Horas, eles estão presentes, também, na liturgia diária, nas celebrações cotidianas. No entanto, raríssimos pregadores, durante a homilia dominical, fazem referência ao salmo recitado, com as demais leituras do dia, há que se, por parte dos pregadores, atentarem para essa falha na sua pregação, pois o salmo ali posto, não é mera figura decorativa, mas tem sua pertença à toda a liturgia da Palavra na celebração eucarística.

Referências:
A Bíblia: Salmos / [tradução do hebraico, introdução e notas Matthias Grenzer]. São Paulo: Paulinas, 2017.
Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
KSELMAN, John S. BARRÉ, Michel L. Salmos. In Novo comentário Bíblico São Jerônimo: Antigo Testamento. Santo André: Academia Cristã; São Paulo: Paulus, 2012.
Ofício Divino – Oração das Horas. Petrópolis: Petrópolis; São Paulo: Paulinas; São Paulo: Paulus; São Paulo: Ave Maria, 2004.
MESTERS, Carlos. O Rio dos Salmos das nascentes ao mar. São Leopoldo: Centro de Estudos Bíblicos – CEBI, 1988.
Salmos de Misericórdia. São Paulo: Paulinas, 2015.
SANTO AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 1999.
WEISER, Artur. Os Salmos. São Paulo: Paulus, 1994.

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2 respostas em “Os salmos”

Parabéns…texto muito bem escrito, com clareza e as classificações dos Salmos em gênero facilita e simplifica a leitura….. obrigada

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